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UAP: o novo vocabulário oficial dos fenômenos anômalos

Por que Pentágono e NASA abandonam “OVNI”, o que significa Anomalous Phenomena e como isso afeta a cobertura no OvniBR.

US · 31 de julho de 2026 · Relevância 5/5

UAP: o novo vocabulário oficial dos fenômenos anômalos
UAP: o novo vocabulário oficial dos fenômenos anômalos

O que aconteceu

O que é UAP? Entenda o significado de Fenômenos Anômalos Não Identificados

UAP é a sigla em inglês para Unidentified Anomalous Phenomena, traduzida como Fenômenos Anômalos Não Identificados. O termo foi adotado oficialmente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) para substituir a expressão UFO (Unidentified Flying Object), conhecida em português como OVNI (Objeto Voador Não Identificado).

Embora muitas pessoas associem imediatamente UAPs à possibilidade de naves extraterrestres, essa interpretação está incorreta. Na terminologia oficial, um UAP é simplesmente um fenômeno que ainda não pôde ser explicado com base nas evidências disponíveis. Isso significa que ele pode, posteriormente, receber uma explicação totalmente convencional.

Por que o Pentágono trocou "UFO" por "UAP"?

Durante décadas, o termo UFO ficou fortemente associado à cultura popular, filmes de ficção científica e teorias sobre visitantes extraterrestres. Isso acabou criando um estigma que dificultava o relato de ocorrências por pilotos militares e civis.

A partir de 2020, o governo dos Estados Unidos passou a utilizar oficialmente a sigla UAP, que possui um significado mais amplo e científico.

A mudança também ocorreu porque alguns fenômenos observados não aconteciam apenas no espaço aéreo. Diversos relatos envolvem objetos ou eventos registrados:

  • na atmosfera;
  • sobre o oceano;
  • abaixo da superfície da água;
  • próximos ao espaço;
  • ou em transição entre diferentes ambientes.

Por isso, a palavra "Anomalous" (Anômalo) passou a representar melhor situações que fogem ao comportamento esperado, sem pressupor sua origem.

O que significa "anômalo"?

Um fenômeno é considerado anômalo quando apresenta características incomuns ou não compatíveis com o conhecimento disponível naquele momento.

Isso não significa que seja algo sobrenatural ou extraterrestre.

Na prática, um UAP pode ser:

  • um drone desconhecido;
  • um balão meteorológico;
  • um fenômeno atmosférico raro;
  • um reflexo óptico;
  • uma aeronave experimental;
  • interferência eletrônica;
  • erro de radar;
  • artefato produzido por sensores infravermelhos;
  • ou simplesmente um caso ainda sem dados suficientes para identificação.

Em outras palavras, UAP significa "ainda não identificado", e não "alienígena".

O que é o AARO?

Em 2022, o Congresso dos Estados Unidos criou o All-domain Anomaly Resolution Office (AARO).

Esse escritório pertence ao Departamento de Defesa e possui diversas responsabilidades, entre elas:

  • receber relatos de militares;
  • investigar ocorrências envolvendo UAPs;
  • analisar dados de radares, satélites e sensores;
  • identificar possíveis ameaças à segurança nacional;
  • produzir relatórios públicos para o Congresso.

O AARO também trabalha em conjunto com outras agências do governo americano sempre que necessário.

A NASA também investiga UAPs?

Sim.

Em 2022, a NASA criou uma equipe independente para estudar a melhor forma de analisar cientificamente relatos de UAPs.

Em setembro de 2023, a agência publicou seu primeiro relatório oficial, concluindo que:

  • atualmente não existe evidência científica de origem extraterrestre para os casos analisados;
  • muitos relatos carecem de dados suficientes;
  • há necessidade de coleta padronizada de informações;
  • novas tecnologias poderão melhorar significativamente a identificação desses fenômenos.

A NASA reforça que estudar UAPs é importante tanto para a segurança aérea quanto para o avanço científico.

O que dizem os relatórios do Pentágono?

Desde 2021, o governo americano publica relatórios periódicos sobre UAPs.

Os documentos mostram que centenas de ocorrências foram registradas por militares, pilotos e sensores avançados.

Grande parte dos casos é posteriormente explicada como:

  • drones;
  • balões;
  • aeronaves convencionais;
  • fenômenos naturais;
  • interferências eletrônicas;
  • erros de sensores.

Entretanto, alguns registros permanecem classificados como não resolvidos, geralmente por falta de informações suficientes para uma conclusão definitiva.

Isso não significa que tenham origem extraterrestre, apenas que ainda não foi possível determinar sua natureza.

UAP é a mesma coisa que OVNI?

Na prática, sim.

A principal diferença está no contexto em que os termos são utilizados.

OVNI continua sendo a expressão mais conhecida pelo público brasileiro.

UAP é a terminologia utilizada em documentos oficiais dos Estados Unidos, pela NASA, pelo Pentágono e por diversos pesquisadores.

Ambos descrevem fenômenos que ainda não foram identificados.

E no Brasil?

O termo OVNI continua predominando em reportagens, livros e pesquisas brasileiras.

A Força Aérea Brasileira (FAB) possui um histórico de documentação sobre ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados, incluindo casos famosos como:

  • Operação Prato;
  • Noite Oficial dos OVNIs (1986);
  • Caso Varginha;
  • diversos registros disponibilizados pelo Arquivo Nacional.

Nos últimos anos, o termo UAP começou a aparecer principalmente em traduções de notícias internacionais e em estudos acadêmicos.

Existe evidência de vida extraterrestre?

Até o momento, não existe qualquer evidência científica confirmada de que um UAP seja uma nave extraterrestre.

Diversos casos permanecem sem solução, mas isso não constitui prova da existência de civilizações alienígenas.

A posição oficial tanto da NASA quanto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é que as investigações devem seguir critérios científicos, utilizando dados verificáveis antes de qualquer conclusão.

Perguntas frequentes

UAP significa extraterrestre?

Não. Significa apenas que o fenômeno ainda não foi identificado.

Todo OVNI é um UAP?

Na prática, sim. A diferença está apenas na terminologia utilizada.

Quem investiga UAPs?

Nos Estados Unidos, principalmente o AARO, com apoio de outras agências governamentais. A NASA também desenvolve pesquisas voltadas à coleta e análise científica de dados.

Existem centenas de casos?

Sim. O governo americano já recebeu centenas de relatos provenientes de militares, pilotos e sistemas de monitoramento. A maioria acaba sendo identificada após investigação, enquanto uma parcela permanece inconclusiva por falta de dados.

Conclusão

O termo UAP representa uma evolução na forma como governos e cientistas tratam fenômenos ainda não identificados. Em vez de sugerir uma origem específica, a nomenclatura enfatiza uma abordagem baseada em evidências, análise técnica e investigação científica.

No OvniBR, utilizamos tanto UAP quanto OVNI, sempre esclarecendo que ambos se referem a fenômenos cuja origem ainda não foi determinada. Nossa cobertura acompanha documentos oficiais, pesquisas científicas e relatos relevantes, separando fatos confirmados de hipóteses e especulações para oferecer informações confiáveis aos leitores.

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Fonte: OvniBR Redação OvniBR

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